Não chamo as pessoas de amor. Não as amo. O que me deixa lisonjeada com a vida, com a Via Láctea e com tudo que conspira ao favor e não-favor do nosso nós, é que, depois de horas empanturradas de raiva, dias molhados de mágoas ou semanas vazias de distância, ao nos encontrarmos, me encho o peito de qualquer coisa que eu não faço a menor ideia do que seja, e te grito “Amor!”. Como se minha garganta vomitasse tinta colorida, gostosa. Só chamo-te assim, amor. Porque eu sei (dentre todos os meus saberes que só pertencem a mim, sejam verdadeiros, falsos ou irreais) que é.
Yasmin Diniz (via rockandsoda)









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